Minha base sempre foi minha família. Até hoje minha mãe é pra quem eu conto todos meus problemas e quem divide toda sua experiência comigo, meu exemplo. Tanto que passei e como ela me criou, explica um pouco do porque eu não ser muito ligada a consumismo, dinheiro ou bens materiais. Me importo mais com como estou aproveitando meu tempo.
A idéia geral do nosso século é que “viver bem” e “aproveitar a vida” tem a ver com quanto você recebe e gasta ou com quanto você possui. Eu não penso assim. É realmente muito bom poder ter conforto e graças ao avanço da tecnologia, somos capazes de ter essa vida confortável, aonde todas as informações chegam em segundos e você pode comunicar-se com qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. Mas não é prioridade ter uma mansão, o carro do ano, o último celular ou a roupa de última tendência. Não é necessário você sobrepujar nada ou arriscar sua saúde só pra ter condições de comprar algumas coisas e ter um status maior na sociedade. As necessidades reais são as que qualquer ser humano tem que ter pra estar saudável e feliz, que é, ao meu ver, uma casa pra morar, comida sempre a mesa, o estudo e as oportunidades que vem com ele, o amor construído com as pessoas que estão a sua volta e o bem-estar de você estar satisfeito consigo mesmo. Você vive bem quando você está seguindo seus sonhos e lutando pra realizar aquilo que quer e você aproveita a vida quando passa algum tempo com as pessoas que você ama, não quando você trabalha tanto que só tem tempo pra chegar em casa e descansar. Não vale a pena.
Duas frases marcam muito meu pensamento. A primeira diz: “não é bom que o homem viva só” e a segunda diz: “precisamos estar sempre em busca dos nossos sonhos e da completa satisfação com todas as áreas da nossa vida”. Pra que ganhar tanto dinheiro se você não tem uma pessoa do seu lado pra te acompanhar? Bom, eu nunca tive muita pretensão de atingir um nível muito elevado numa carreira profissional e ganhar mais por mês do que muitas pessoas ganham numa vida. Quero sim crescer e ser reconhecida como uma ótima profissional, mas não faço disso o meu principal objetivo. Minha vida de trabalho e crescimento profissional é uma satisfação pessoal de estar fazendo o que eu gosto da melhor forma que consigo, por isso sempre me esforço muito em tudo que faço. O valor está em ter minha independência financeira e mais pra frente construir a minha própria família, aplicando tudo aquilo que aprendi desde o início. Posso dizer que meu grande sonho e o que mais tem importância pra mim é construir essa família e dar a melhor condição que eu puder para meus filhos, mostrando pra eles o verdadeiro sentido da vida. Gastar meu tempo pra viver em união, viver com amor, viver por prazer de estar viva.
Daqui a trinta anos me vejo casada, com um ou dois filhos, morando numa casa grande, onde tenha espaço suficiente pra fazer reuniões e churrascos muito alegres. Sendo uma mulher que tem a jornada, que é tão comentada pela sociedade, exaustiva e prazerosa. Mostrando minha personalidade e postura como uma profissional durante o período de trabalho, crescendo, exercitando minha mente e sempre aprendendo mais. E durante a noite, em minha casa, nos fins de semana, feriados e viagens, ser a esposa, a mãe e a filha que gasta o tempo curtindo todos os momentos e o dinheiro para proporcionar esses momentos. Na verdade, as coisas mais reais não podem ser compradas e são essas que duram por longos anos e trazem coisas mais significativas. Deus, o amor, a família e as pessoas que te rodeiam não tem prazo de validade.

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