terça-feira, 13 de setembro de 2011

A Lua


     Essa noite enquanto caminhava de volta para casa, vi a lua tão radiante quanto poderia estar.
     Cheia de si e confiante, mesmo sabendo que só com seu reflexo consegue tocar o mar.
     Impressionante como minha mente me levou logo a ti, lembrei de algumas músicas que dedicou para mim.
     Sem parar de andar, a vi se esconder na multidão de prédios que tão debaixo pareciam conseguir engolí-la.
    Naquele instante imaginei que aquilo poderia significar que você estaria sumindo da minha vida de vez. Desejei que fosse verdade.
     Ao chegar mais à frente percebi que logo ela apareceria novamente e tentaria brilhar em meus olhos. Passei pelos prédios devagar e a senti se descobrindo neles.
    Não sei ao certo se a lua se moveu, mas parecia que ainda estava me encarando do mesmo lugar. Senti no meu coração um aperto.
    Vi a lua intocável, imutável, mas agora parecendo tão sozinha diante de um céu tão maior. Fiquei triste por nós, apesar de saber da minha inexistência para você.
    É que a lua me fez entender, meu bem, que seu olhar pode brilhar para todas, mas sem mim, sempre se sentirá sozinho.
    Talvez um dia você sinta que ninguém cuida de ti como eu. Espero que não espere até seu coração estar como esse texto... dividido em pedaços.

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